Como ajudar cães e gatos a viver uma vida mais saudável.

Dicas para levar seu gato ao médico-veterinário

O número de gatos está aumentando na maioria dos países, em alguns deles, já supera o número cães. Apesar disso, os gatos recebem menos cuidados veterinários do que os cães. Os tutores declaram algumas dificuldades como os principais motivos para o menor número de visitas ao médico-veterinário, como colocar o gato em uma caixa de transporte e lidar com o gato assustado na clínica veterinária.

É necessário educar e preparar o tutor e a equipe veterinária em relação ao manuseio amigável dos felinos, a fim de minimizar o estresse e atingir o objetivo de um bom cuidado de saúde. Sem essa preparação, o estresse felino pode se transformar em medo ou agressão. O estresse pode alterar os resultados dos exames físicos e laboratoriais, levando a diagnósticos incorretos e tratamentos desnecessários. O manuseio incorreto e não respeitoso com os felinos pode resultar em lesões no gato, no tutor ou na equipe veterinária. Os tutores que desejam evitar o estresse do gato acabam evitando visitas ao médico-veterinário.

Dicas para diminuir o estresse do gato durante a ida ao médico-veterinário

Adapte os gatos à caixas de transporte.
Leve gatos filhotes e adultos para pequenos passeios de carro eventualmente, começando desde jovens, se possível.

Localize o gato antes do horário
de sair de casa no dia da visita ao médico-veterinário para sair a tempo; incentive o gato a entrar sozinho na caixa de transporte.

Leve itens com odor familiar
para o gato, como cobertores ou brinquedos favoritos. O uso de feromônios felinos sintéticos podem ajudar.

Caso o gato fique facilmente irritado,
avise a equipe veterinária com antecedência para que eles se preparem.

Entenda o efeito que sua própria ansiedade
ou estresse tem no gato, mantenha a calma e permaneça positivo, fale baixo e calmamente, prossiga no ritmo do gato, fique atento a reação dele e use recompensas que incentivem os comportamentos desejados (alimentos, brinquedos, carinho).

Como adaptar o gato à caixa de transporte

Caixas de transporte que só são apresentadas para o gato no dia da visita a médico-veterinário não contém odor familiar ao felino, o que pode provocar medo e ansiedade. O objetivo é que o gato aprenda a associar a caixa com experiências positivas e a entrar voluntariamente.

Faça da caixa de transporte uma parte familiar dos móveis em casa, deixe-a sempre aberta em casa como um local seguro, com cobertores macios para maior conforto.

Se o gato responder positivamente a alimentos, catnip e / ou brinquedos, coloque-os na caixa aberta como reforço positivo para incentivá-lo a entrar na caixa em casa.

Incentive-o a entrar sozinho e recompense-o por isso, assim ele terá associações positivas e a caixa de transporte será um elemento conhecido, minimizando o estresse e ansiedade durante a ida ao médico-veterinário.

Qual é o melhor modelo de caixa de transporte para os gatos?

As caixas de transporte fornecem segurança para o tutor e para o gato durante o transporte, e geralmente dão ao gato uma sensação de segurança por estarem escondidos em um local fechado e seguro. Para escolher a caixa de transporte ideal para o seu gato, ela deve ser resistente, segura e estável para o gato, fáceis de serem transportadas pelo tutor e silenciosas para que a abertura não assuste o gato.

O tamanho deve ser adequado
para o tamanho do gato (ele precisa conseguir ficar em pé, dar uma volta e se deitar confortavelmente) e, caso o tutor vá transportar mais de um gato, preferencialmente devem ser transportados cada um na sua caixa.

O design deve permitir a fácil retirada do gato,
caso ele não queira sair por conta própria, ou deve permitir que a parte superior seja removida e o gato seja examinado na parte inferior da caixa de transporte. Uma parte superior removível é útil para gatos com medo e para gatos doentes, com dores ou mobilidade limitada.

Retornando com o gato para casa após a visita ao médico-veterinário, caso você tenha mais de um gato:

O olfato dos gatos é extremamente desenvolvido e os odores são uma das formas de comunicação entre gatos. Ao sair de casa para ir ao veterinário, o gato pode trazer consigo odores estranhos que podem provocar reações nos demais gatos da casa.

  1. Deixe o gato que estiver voltando na caixa de transporte
    para ver como os outros gatos reagem; se não houver sibilos (fuzz) ou sinais de agressão ou medo, deixe os gatos juntos (com o gato ainda na caixa e sob supervisão) por aproximadamente 5 a 10 minutos.
  2. Em seguida, deixe os gatos soltos no mesmo ambiente e monitore qualquer reação.
    Se ocorrerem sinais de agressão, distraia os gatos para separá-los. Evite ficar entre eles ou pegá-los se estiverem agitados, pois pode ocorrer uma agressão redirecionada.
  3. Se as reintroduções anteriores levaram à agressão ou se houver uma reação negativa depois de tentar tta abordagem acima, siga estas etapas:

    Deixe o gato que estiver voltando na caixa de transporte
    Coloque o gato que está retornando em outro cômodo seguro e silencioso (com todos os recursos necessários) por pelo menos 24 horas até que os gatos retornem ao comportamento normal

    Para evitar estas situações de conflito, uma boa dica é levar os gatos juntos à clínica para consultas futuras, dessa forma ambos trarão consigo os odores da clínica.